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    Shelock Holmes de Ferro

    Costumo apelidar mentalmente personagens de cultura contemporânea de "personagens com creative commons."

    Robert Downey Junior se tornou o grande queridinho das produções atualmente. Sua atuação sarcastica soa tão natural que você pega gosto pelo personagem. Além de Homem-de-ferro, Downey interpretou Sherlock Macgaiver Holmes seguindo esse mesmo estilo, ao lado de Jude Law (bem, o Jude Law é o Jude Law) que faz o papel de Watson.


    Sherlock Holmes, segunda a minha opinião, vai ser um personagem que vai ter dificuldade em se adaptar a uma nova forma de visão pop.
    Muita gente gostou da nova roupagem do personagem, outros odiaram.
    Os saudosistas ainda cultuam a imagem de um Watson gordinho e baixinho de bigode, e um Holmes com um cachimbo e boina a-lá Chaves.

    Nesse filme Holmes aperece como um excêntrico investigador, e voando totalmente além do original, um lutador analítico. Watson por sua vez balanceia toda a excentricidade de Holmes,  aparentando ser um sujeito comum em meio de uma situação da qual ele  não tem onde para sair. Jude Law foi escalado para um bom papel e o fez bem, coisa que pouco acontece quando não se é um filme de comédia romântica ou coisa do tipo. Valeu.

    O filme amarra todas as pontas, mas deixa o final em aberto, fisgando uma segunda produção da franquia. Acho isso engraçado, que já pela força do título, os produtores já teriam em mente uma continuação devido ao sucesso do primeiro.

    A trama se desenvolve bem, apesar de ser um filme longo, Sherlock Holmes não cansa quem o vê se o mesmo estiver focado, caso contrário começa aqueles longos bocejos na cadeira do cinema com breves lampejos nas cenas de luta.

    Na minha opinião o único erro da produção é que as novas características dadas ao filme, não se remetem em nada a uma atualização dos conceitos do personagem, ou seja, o filme poderia ter qualquer outro título que não faria a menor diferença (além da bilheteria).

    E sim, nós sentimos falta de um: "Elementar, meu caro Watson".

    E o Avatar, hein?

    O fato é que James Cameron sempre tem uma tacada de mestre dizendo que vai trazer uma "tecnologia totalmente nova e surpreendente", com uma história de tirar o folêgo e todos esses bordões de chamada da Sessão da Tarde.
    Conseguiu esse feito com os dois primeiros filmes do Exterminador, o segundo, na minha opinião um dos melhores filmes já feitos.

    Papou Oscars e mais Oscars com Titanic, e agora, pra não perder o legado, fez de Avatar  o filme com a maior bilheteria da história do cinema.

    Isso é controverso. Levando em conta que em sua maioria, o filme é exibido em 3D, sendo assim, pra colocar o óculos colorido fica mais caro. Todavia teria uma bilheteria gigantesca, não alcançado o título de mais visto, mas chegando perto.

    O mundo criado por Cameron foi deveras interessante e talvez seja o que salvou o filme. Pandora tem todos os grandes detalhes muito bem esculpidos parecidos com a Terra. Ponto para o Cameron.

    Não vou apronfundar dizendo que o roteiro é fraco, que é falta de originalidade e etc. Isso, pra quem entende um mínimo de roteiro e desenvolvimento de história, fica bem claro.


    Ouvi muita gente dizendo que o Globo de Ouro não tinha a mesma credibilidade do Oscar, (do qual Avatar levou alguns Globinhos pra casa) mas a academia não se mostrou muito relutante e indicar Avatar para  9 indicações, o que levanta a grande pauta: A massa vai falar mais alto?

    Sempre entedi que o Oscar não era feito pra agradar um filme que tem sucesso de público, mas sim os que tem qualidades e originalidades em seus roteiros e personagens, o desse ano, pareceu ser diferente. Apesar de Avatar estar ao lado de  'Guerra ao Terror' (um filme aclamado por crítica, mas não tão conhecido) pode ser deixado de lado, o que eu duvido, ou pode levar boa parte das estatuetas pra casa. O negócio agora é só sentar e esperar o desfecho.

    Só sei que ficarei no aguardo torcendo pro Tarantino e os Bastardos. Abraços.

    Um vampiro para cada época

    O vampiro para mim é uma forma de expressão cultural pop.

    Explico. De tempos em tempos, a sociedade se adapta a diferentes formas de pensamentos, que geralmente são abandonadas pela próxima geração. Na verdade não são abandonadas, são reinventadas. 
    Não há figura lendária maior que se adapte as gerações; os Lobisomens continuam o mesmo, os zumbis continuam os mesmos (mortos, rá), já os vampiros... Vivem em uma metamorfose ambulante. Passaram de morcegos vivos, a vegetarianos que brilham a luz solar. Vamos lá.

    Um clássico do cinema, ainda mudo, Nosferatu, a primeira adaptação vampiresca do cinema, era um ser temeroso. Que ao invéis de apresentar o tão famoso charme que foi aderido a essência dos vampiros, ele era um monstro. A sinopse do filme não demonstra sequer a boa aparência do vampiro: ele tem orelhas longas, olhos profundo e arregalados, e a atuação de Max Schreck nesse filme fez diversas pessoas da época acreditarem que ele era, de fato, um vampiro.

    Nosferatu ainda foi retratado tempos depois em mais um filme, em 1979 mas, mesmo sendo uma homenagem, não teve nem metade do brilho que tivera em outrora. Claro, por estar deslocado no cenário de horror da época, que inclua Sexta-Feira 13 que daria  sequências clichês em filmes de terror terror até hoje.  

    Se você se interessou pelo conteúdo do filme, no Youtube tem o filme inteiro, onde você pode vê-lo sem precisar fazer download. Basta clicar aqui

    Nosferatu ainda representava a visão sobre as retratações sobre personagens lendários que se derivavam de livros de grandes sucessos na época, e que até hoje são. Cultura pop que foi sequeciada por Frankenstein, Múmia, Lobisomen, e... Drácula.

    Não muito depois de Nosferatu (1922), Drácula (1931) foi lançado pela Universal, o pouco tempo entre os dois filmes não se reflete ao cinema, que deu seu maior salto até hoje: A fala.

    Garotas que começavam a gostar de garotos, naquela época, tinham como sonho de consumo homens mais velhos, com classe e gostos refinados. Charme é o ponto alto desse Drácula interpretado por Béla Lugosi, que na minha opinião não se esforçou muito para o papel; Seu rosto é característico do personagem, só adicionaram a capa e um par de caninos amigavéis a um ótimo ator.

    Talvez seja daí que o vampiro se caracterizou por definitivo, não mudando até os tempos atuais.
    O romantismo é sempre envolto do ser vampiresco. Há quem goste, há quem odeie.

    Em Drácula, o sexy appeal do personagem é focado na cultura da época de como um homem deve ser para ser charmoso e atraente. Vampiros  acima de tudo são pops, e não há duvidas nisso.

    Nosferatu foi re-filmado, assim como Drácula e outras produções vampirescas, talvez parando no último de certa qualidade e reconhecimento (não me venham falar de Drácula 2000 ou Blade) "Entrevista com Vampiro" que apesar de ser conhecido, não marcou época no cinema com Brad Pitt comendo seus ratinhos inocentemente.

    E em 2008...

    BOOOOOM! Eles voltaram com a força toda com a saga "Crepúsculo".

    Pra começar de tudo eu não irei defender o conjunto da obra Stephenie Meyer, apenas rebater as críticas e dizer que a lenda do vampiro, que se origina a muitos anos atrás com vários conceitos do tipo "não tomar sol" "virar morcego" e dentre tantos outros, se tornou um personagem não exato. Se adaptando de conceitos pops da época, pode-se dizer que cada época tem o vampiro que merece.

    Não sei se a Meyer teve esse tamanho emprendedorismo de lançar a série conjunta com o filme na época certa, ou escreveu apenas por inspiração. Isso ninguém sabe. "Ninguém", leia-se "só os produtores com bom olho".
    Vampire Diaries e várias outras tiradas de livros sobre vampiros e a nova forma de retrata-los hoje em dia é imensa. Na Livraria Saraiva por exemplo, tem uma bancada enorme só com títulos sobre vampiros atuais.



    Crepúsculo tem vampiros bonitinhos, que brilham no sol e aparentemente nunca fizeram a barba na vida, ou seja, padrão de beleza adolescente atual. E como os vampiros, o público pop também rejuvenesceu.
    Há romance e todos os outros elementos adicionados para se fazer uma história típica de vampiro. 
    Posso afirmar que o livro vende pra caramba. Em uma tarde em que passei em uma livraria, ví várias e várias pilhas do livro desaparecendo. De todas as idades, etnias e qualquer outra desambiguação. Vampiro é a forma de cultura pop mais pop  mais explicítas de todas e não vai morrer tão cedo.

    My Chemical Romance- da Parada Negra ao suicídio

    My Chemical Romance foi uma das bandas que  teve o desprazer de bombar na mesma época de bandas como Simple Plan, Good Charlotte (que de punk só tem o cabelo) e foi logo rotulada de EMO.

    Helena, o primeiro hit da banda, foi lançado em 2004, foi o que alavancou a banda e a continuidade de sucesso. O clipe é tudo coreografado com guarda-chuvas, se passa em um enterro, um clima pesado, enfim, tudo que a banda sempre se enquadrou. Confira:

    Acho que banda precisa de entrosamento. Tanto no estilo de se vestir, aos conceitos de melodia e carisma. Banda que um parece porteiro de prédio, o outro metaleiro, e um intelectual, não rola. 

    My Chemical Romance consegue se afastar bastante disso nesse álbum "Three Cheers for Sweet Revenge" mostrando que a banda é ambientada, e as música seguem o contexto de narrativa, juntando bem as faixas e não deixando aquele clima de "quase gozei" que acontece muito.

    The Ghost of You, faixa #6 do álbum, é ambientada na Segunda Guerra Mundial, o que é fácil para render boas filmagens, ainda assim o clipe não foge do padrão habitual e deixa o clima pesado, hostil, mórbido.

    Three Cheers for Sweet Revenge alavancou a banda e deixou de mão beijada para claro, em 2006, a banda lançar outro disco: "The Black Parade"

    "The Black Parade" consegue amarrar todas as pontas características da banda.

    Uma notícia correu na internet sobre um suícidio de uma garota que ouvia muito a esse álbum, a cerca de dois anos atrás. Se eu fosse da banda, me sentiria realizado, pois a morbidez póstuma do álbum realmente remete a morte. É claro, um álbum jamais é feito para fazer pessoas se matarem por aí, mas há quem realmente encarne o espiríto da coisa.

    As faixas de The Black Parade são bem variadas, os termos dispersos, sem perder a coerência acima de tudo.

    Um ponto positivo da banda que eu admiro muito com certeza são os clipes. Até hoje, um ou dois clipes da banda eu achei fraco, o resto são bons clipes, super-ambientados e dirigidos.

    O clipe de "Welcome to The Black Parade", faz uma homenagem ao 'Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band' dos Beatles. Trazendo devolta o tema bandinha de fanfarra. Um dos meus clipes preferidos com certeza. É empolgante, tem uma fotografia ótima e a banda 'bota pra quebrar' (odeio esse termo, mas...)

    Outro clipe do álbum que merece nota é da faixa #6, I don't love you.

    Esse sim é o clipe que merece destaque mór pela morbidez. Me embalou muito nas minhas recaídas emocionais, e logo pode ser taxado como o clipe mais emo da banda. Tem a batidinha triste, o clipe mais ainda.
    A única coisa revoltante é a explosão de uma Gibson, de resto, é completamente emotivo. E só. Licença, vou alí chorar.

    Teenagers, faixa #11, também vem acompanhada de um clipe que mostra, mais uma vez vou ter quer usar o termo 'ambientado' por não achar adjetivo melhor , em um colégio, com as letras que remetem ao dia-a-dia escolar. Vale a pena conferir.

    A banda ainda tem varios clipes no seu canal do Youtube que achei que não deveria incrementar no post. A banda ainda está apenas no seu terceiro álbum. Gerard Way, o vocalista, recentemente lançou uma hq, The Umbrella Academy, que reproduz bastante o estilo da banda, vale a pena conferir em um review próximo. Abraços.


    Tempos cafonérrimos

    Bosco Brasil assumiu o posto antes deixado pelo nosso querido e ilustre macaco Chico, que era atração principal da novela 'Caras & Bocas', e em seu lugar, inseriu um computador falante, um prédio cheio de figuras do cotidiano e situada em SP.

    A novela FALOU DEMAIS, com direito a 'postêr' na Folha De S. Paulo no dia da estréia, mas como estamos falando de Globo, isso já é banal.

    Agora vamos a parte que sugere ao título do post. "Cafonérrimos". Um termozinho usado pelo público estilistico, usado por mim.

    Todas aqui tem consciência que nem sempre o ator é culpado de toda merda que o roteiro é, Leonardo Medeiros (o prefeito corno da outra novela),  com certeza foi o que a mais levou por isso. Não está pulsando na veia de todo ator interpretar um roteiro, que na certa, até ele acha uma piada.
    Todos aqui já assistiram ou ao menos tem noção de como um diálogo pode ser totalmente tosco. 
    O seriado dos anos 60/70 do Batman figura bem isso quando ouvimos coisas como: "Santa mordida de tubarão" entre outras perólas.

    Ramon (Leonardo Medeiros) é pai de dois adolescentes que seguem ou pelos menos tentam seguir os mesmos passos do pai (que projeto de vida, ein?!), trabalham na famosa Galeria do Rock em SP e conseguem usar discaradamente o mesmo palavriado do pai: "Eaí, tá ligado?" e etc.

    Antônio Fagundes (Leal) é dono de um prédio chamado Titã, e como sempre, não foge da boa e velha atuação "Juvenal Antena" que está praticamente estampado na sua testa.
    Sua filha Fernanda Vasconcellos (Nelinha) banca a aventureira, e pra acabar com isso Leal coloca Thiago Rodrigues (Zeca Pimenta) na suas costas, pra poder observa-la.

    Uma das coisas que mais me incomoda nessa novela são as atuações, com certeza. Bosco Brasil quis apostar em novas caras, o que não é desculpa, mas a atuação de certo personagens se confudem a de uma porta. Ainda mais a tentativa de categorizar o dialeto e deixa-lo "atual" ridicularizou devido a algumas péssimas escalações de personagens para o elenco. Exemplo: Atores sem qualquer tipo de quimíca 'corporal' como Grazi Massafera fazendo a mulher fatal e sendo a outra do Guilherme Weber! É tipo o Tiririca casar com a Angelina Jolie.

    A novela só começou, mas ainda assim, prefiro o macaco.

    Oi, eu sou o Marcos.

    Não vejo maneira mais expressiva de se começar um projeto sem muitas pretensões, com um mero cumprimento corriqueiro, como: "Oi, eu sou o Marcos."

    Acho esse lance de falar sobre si mesmo, muito BBB- "oi,  eu sou uma pessoa muito extrovertida mimimi, sou firme nas minhas decisões e blá-blá-blá"- ninguém repara algo de bom logo de cara se você não estiver usando um senhor decote, ou saindo de uma limousine; Exemplo mór de tudo isso são os blogs e blogueiros que dizem: "Nahh, o que importa é o conteúdo"- todo mundo sabe que isso é conversa pra boi dormir e que aparência faz o  julgo de qualquer conteúdo, mas eu to me cagando pra isso.

    Não nasci pra ser designer, nem pra jogar bola. Muito menos expressar muita inteligência na vida off-line, afinal, eu sou brasileiro e desisto sempre que não tenho grana, né?

    Vamo tocar pra frente essa merda. Abraços expressivos.